Criptogamia

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Camila pronto
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O coletivo Criptogamia surge em 2020, no seio da crise sanitária do Covid-19, cujo contexto é distanciamento social, da inquietação natural de corpos confinados, em que o toque se torna quase fetiche. Da necessidade de expressão, percepções, sentimentos e pensamentos são trocados, cruzados, unificados, em um articular em ramificação. Refletindo sobre sobre o corpóreo, afetabilidade, o espaço do mundo como o lugar aonde acontecemos, em que dele somos também parte, este grupo, cujos participantes possuem linhas de pesquisa diversas, une forças para o consolidar de trabalhos que partem de um pensamento crítico social.

Este projeto surge como expressão física de pensamentos criptogâmicos, por uma sustentabilidade social e ecológica. A busca por uma consciência corpo, em uma ênfase a um afetar e se deixa afetar, vem atrelada a um contexto de isolamento intenso, cuja necessidade de nos mantermos afastados se fez imperativa, e nos tornamos quase fisicamente impalpáveis. Entendemos como pensamentos criptogâmicos aquilo que espalha através esporos mentais, de forma social-não-física, a partir do qual exprimimos sentimentos com relação a realidade nua e crua, em um reafirmar da urgência em sermos policulturais. A natureza dos orgânicos nos ensinam que somos melhores e mais fortes quando estamos com os quais nos são diferentes. A necessidade de ouvir silenciosamente o chamado de uma consciência mais próxima do fluxo biológico e ergonômico do crescimento das plantas, entra em total conflito com nosso próprio sistema criptogâmico de proliferação de ideias. Em nossas caixas de isolamento gritamos por uma ecologia do ser que não ecoe apenas através das paredes do quarto, mas que se rompa, se alastre e conecte sustentavelmente em um fluxo social reconstruído a partir de fragmentos carregados pelas ondas e com as ondas de um tempo multimídia.

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Jornalista e artista Ilana Copque, que participou do livro Portuguese Emerging Art 2019; da exposição individual  “A Terceira Margem, experiências de um Habitar”, na Universidade de Aveiro (2018); tendo também participado, ainda no mesmo ano, da exposição coletiva “Àgora”, no museu de Santa Joana.

Camila Tisott (1990) é artista visual brasileira, atualmente mora no porto e é Doutoranda em Artes Plásticas na Universidade do Porto, participou das exposições coletivas nomeadas Apologia da Crise 2019/2020, seu trabalho foi publicado na primeira edição da Revista de arte ArtHole 2020, também possui trabalhos em exposição em @pocalipopotese 2020 e na exposição Avesso do avesso do avesso 2020, além de exposições coletivas e individuais no Brasil desde 2012.

Arquiteto desde 2018, Lucas Fialho (1995) é alguém que ensaia o diluir das fonteiras  entre as artes e a sua própria área de atuação.